A foto é o cardápio antes do cardápio
Antes de ler o nome do prato, o cliente vê a foto. Ela aparece no Google, no aplicativo, no story de um amigo e no WhatsApp com o prato do dia. Foto escura, torta ou claramente de outro lugar faz a pessoa decidir que não é ali, em segundos.
Por isso tratamos foto como parte da operação, e não como enfeite de rede social. Foto linda de um prato que chega diferente na mesa gera reclamação. Foto honesta e bem feita gera pedido e gera volta. O digital leva a pessoa até você, e é o prato de verdade que confirma a escolha.
O que você precisa (e o que não precisa)
O celular do seu bolso resolve, desde que você dê luz para ele trabalhar. O que faz diferença:
- Um canto fixo perto de uma janela. Uma mesa do salão, fora do horário de movimento, vira o seu estúdio.
- Dois ou três fundos. Uma tábua de madeira, uma toalha lisa neutra e o tampo da mesa, se ele for bonito.
- Uma cartolina branca para rebater a luz, e um pano limpo para a borda do prato e para a lente, que vive engordurada na cozinha.
Não precisa de ring light nem de aplicativo pago para começar. Luz de LED apontada de frente achata a comida.
Passo a passo da foto de comida
- Luz natural, vinda de lado. Prato perto da janela, com a luz batendo de lado ou levemente por trás. Apague as luzes do teto, que amarelam a foto, e desligue o flash sempre. Sol direto é duro demais: use uma cortina fina ou mude de janela. Se o lado oposto ficar escuro, segure a cartolina branca ali.
- O ângulo certo para cada prato. De cima, a 90 graus, para pizza, prato raso, porção para dividir e bowl, porque o que importa está na superfície. A 45 graus, a altura de quem está sentado, para a maioria das refeições, como prato feito, massa e sobremesa. De frente, na altura do prato, para hambúrguer, sanduíche, bolo em fatia e drinque, porque mostra camadas e recheio. Na dúvida, faça os três e compare.
- Fundo que não briga com a comida. Liso ou com textura discreta, em cor que contraste: comida clara pede fundo mais escuro, e o contrário. Tire da cena celular, nota fiscal e pote de palito.
- Composição simples. Um prato protagonista por foto, ocupando boa parte do quadro, com a grade da câmera ligada para não entortar a mesa. Um ou dois elementos de apoio bastam, como o talher ou a bebida que acompanha. Aproxime com os pés, não com o zoom digital.
- Prato limpo e montagem caprichada. Papel toalha na borda antes de cada clique, porque respingo de molho aparece muito. Monte a porção real que o cliente recebe, com a guarnição arrumada.
- Fumaça, brilho e frescor. Combine com a cozinha de fotografar em até um ou dois minutos. A fumaça aparece melhor com fundo escuro e luz por trás. Um fio de azeite devolve o brilho, e a gota escorrendo no copo gelado diz mais que qualquer legenda. Só use o que faz parte do prato de verdade.
- Várias fotos, escolha com calma. Mude um pouco o ângulo a cada clique, toque na tela para focar no principal e confira o foco ampliando a foto.
Confira agora
A sua próxima foto de prato está pronta para o clique?
Marque o que já está certo antes de fotografar. A conta é feita no seu navegador e nada é enviado.
0 de 8
Marque o que já está certo para ver o resultado.
Edição leve no próprio celular
O editor que já vem no aparelho dá conta. A regra é corrigir, não maquiar: endireite e recorte, ajuste brilho e sombras sem estourar o branco do prato, corrija a cor até o branco parecer branco e, no máximo, um toque de nitidez e de saturação. Cor exagerada gera a pergunta que ninguém quer ouvir: por que o meu não veio assim?
Evite filtro pronto e evite mudar a edição a cada foto. Mesma luz e mesmo tratamento em todas as fotos dão ao perfil cara de marca.
Formato e proporção para feed, stories e Reels
- Feed do Instagram: vertical, na proporção 4:5, ocupa mais espaço na tela. Deixe margem em volta do prato, porque a grade do perfil recorta as bordas na miniatura.
- Stories e Reels: tela cheia na vertical, 9:16. Fotografe em pé e deixe livres o topo e o rodapé, onde entram nome, legenda e botões.
- Cardápio digital, Google e WhatsApp: a quadrada funciona bem. Guarde sempre o original, sem recorte, para adaptar depois.
No vídeo curto, mostre o prato sendo finalizado, o corte e a primeira garfada. Com localização marcada e bairro na legenda, ele chega também a quem não conhece a casa, como explicamos no artigo sobre como atrair clientes para o restaurante.
Foto de comida para o iFood e para a capa da loja
No aplicativo, a foto disputa espaço com dezenas de lojas na mesma tela, e o cliente decide pela miniatura.
- O prato como ele chega em casa. Na embalagem bem montada ou num prato neutro com a mesma porção.
- Um item por foto, e todos com foto. Item sem imagem parece esquecido.
- Sem texto, preço ou marca d'água por cima, e com o produto grande no quadro, porque a miniatura é pequena.
- Capa com o carro-chefe. A capa é a vitrine da loja: o prato que mais vende ou que melhor resume a casa, com cor e sem poluição. Confira como ela aparece na tela do celular.
Medidas, formato de arquivo e regras de conteúdo do aplicativo mudam de tempos em tempos, e não vale confiar em número que circula por aí: confira as especificações atuais no Portal do Parceiro antes de subir. Se o aplicativo pesa no seu mês, vale entender a conta no artigo sobre taxa do iFood para restaurante, porque a mesma foto que vende lá pode levar o segundo pedido para o seu canal direto.
Foto que vende, e não só foto bonita
Foto bonita ganha curtida. Foto que vende mostra o que a pessoa vai receber e deixa claro como pedir.
- Mostre o tamanho real. Um talher ou uma mão ao lado dá a escala e evita a surpresa de porção menor.
- Mostre por dentro. O hambúrguer cortado, a lasanha com a fatia puxada. Recheio vende.
- Use a mesma foto em todo lugar. Instagram, catálogo do WhatsApp, Perfil da Empresa no Google e aplicativo com a mesma imagem para o mesmo prato.
- Coloque o caminho ao lado. Nome, preço e jeito de pedir. Sem isso, é só vitrine.
O trabalho de marketing para delivery começa aqui: foto certa em cada canal e um caminho curto até o pedido.
Foto real ou foto de banco de imagem
Para prato do cardápio, foto real sempre. Banco de imagem mostra um prato que não é o seu, com uma luz que não é a da sua cozinha, e o cliente percebe. No aplicativo, ainda vira avaliação ruim. Banco de imagem cabe em peça institucional, como uma arte de data comemorativa, desde que não finja ser o seu produto. Se não saiu da sua cozinha, não entra no cardápio.
Uma rotina de fotos semanal com a equipe
Foto boa uma vez não resolve. O que mantém o perfil vivo e o cardápio atualizado é repetição, com dia, hora e responsável.
- Dia e horário fixos. Um período calmo e com boa luz, antes da abertura ou no meio da tarde.
- Pauta definida antes. O prato novo, o prato do dia da semana seguinte, o item do aplicativo sem foto e um bastidor da cozinha.
- Cozinha combinada. Os pratos saem um de cada vez, na ordem da lista, e depois servem a própria equipe.
- Uma pessoa responsável, que goste de fotografar e siga este passo a passo. O dono aprova, não precisa fazer.
- Tudo numa pasta organizada, uma por mês, com o nome do prato no arquivo.
Na sorveteria que acompanhamos, o balcão passou a conversar com o digital todo dia, com foto real do que estava na vitrine, e a casa chegou a mais de 30 mil seguidores engajados e a 500% a mais nas vendas diretas. Foto sozinha não fez isso: fez parte de um trabalho integrado, contado na página de cases da LL Comunica.
Erros comuns na foto de comida
- Flash ligado, que dá brilho no lugar errado e sombra dura.
- Luz amarela do salão, que deixa o arroz bege e a carne cinza.
- Prato frio esperando a foto. Queijo endurecido não volta na edição.
- Mesa bagunçada no fundo, que puxa o olho para o guardanapo amassado.
- Filtro exagerado, que gera desconfiança e reclamação.
- Porção maior na foto que na entrega. Vende uma vez e custa a avaliação.
- Fotografar só quando sobra tempo. Sem rotina, o cardápio envelhece.
Quando vale ter ajuda
Você consegue fazer quase tudo isso sozinho, e deve começar hoje. A ajuda vale quando a foto existe, mas não conversa com o resto: o Google mostra uma coisa, o aplicativo outra, o Instagram uma terceira. Marketing digital sozinho não resolve restaurante, e foto sozinha também não. O trabalho de marketing para restaurantes, bares e cafeterias junta foto, cardápio, atendimento e anúncio numa rotina só, do balcão ao digital.
O começo é o Raio-X gratuito: olhamos as suas fotos no Google, no Instagram, no cardápio e no aplicativo do jeito que o seu cliente olha, e devolvemos uma nota por área e as três ações que mais mudam o próximo mês.
Perguntas frequentes
Como tirar foto de comida com celular?
Leve o prato para perto de uma janela, com luz natural de lado, desligue o flash e limpe a lente. Escolha o ângulo pelo prato: de cima para pizza e prato raso, a 45 graus para a maioria das refeições, de frente para hambúrguer e bebida. Use fundo simples, limpe a borda, fotografe logo que sair da cozinha e faça só uma edição leve.
Como tirar foto de comida para o iFood?
Fotografe o prato como ele chega ao cliente, na embalagem ou num prato neutro, com luz natural e fundo limpo. Uma foto por item, produto grande no quadro e sem texto por cima. As regras de imagem mudam de tempos em tempos, então confira as especificações atuais no Portal do Parceiro antes de subir.
Qual foto usar na capa do iFood?
A do prato que mais vende ou que melhor resume a casa, bem iluminado e sem poluição em volta. A capa aparece pequena, ao lado de muitas lojas, então um produto só, grande no quadro, funciona melhor que uma mesa cheia. Confira no Portal do Parceiro o tamanho e o recorte usados hoje.
Como tirar foto de comida profissional sem fotógrafo?
Profissional, na foto de comida, é luz boa, prato limpo e padrão repetido. Separe um canto fixo perto da janela, dois ou três fundos e um horário da semana. O fotógrafo continua valendo para campanha e cardápio principal, e o celular resolve o dia a dia.
Como tirar foto de comida para vender?
Mostre o prato de verdade, na porção que o cliente recebe, com o ângulo que revela recheio e tamanho. Use a mesma foto no Instagram, no WhatsApp, no Google e no aplicativo, e coloque ao lado o nome, o preço e o jeito de pedir.