Quanto é a taxa do iFood para restaurante em 2026?
Estes são os números que o iFood publica para restaurantes na data deste artigo. Planos, taxas e condições para cadastro novo mudam, então confira a página de planos do iFood para parceiros antes de decidir qualquer coisa.
| Plano | Quem entrega | Comissão | Pedido pago pelo iFood | Mensalidade |
|---|---|---|---|---|
| Básico | O próprio restaurante | 12% sobre os pedidos de delivery | 3,2% de taxa | R$ 110, com faturamento acima de R$ 1.800 no mês |
| Entrega | O iFood | 23% sobre os pedidos de delivery | 3,2% de taxa | R$ 150, com faturamento acima de R$ 1.800 no mês |
Fonte: iFood para Parceiros, página de planos, consultada em 15 de setembro de 2026. A mesma página anuncia condições promocionais de mensalidade para cadastro novo com CNPJ ativo. O contrato do plano com entrega pelo iFood pode prever outros valores por pedido entregue, então confira a proposta do seu plano.
A taxa de 3,2% só entra quando o cliente paga pelo próprio aplicativo. E a mensalidade só aparece a partir do faturamento indicado na tabela. Para quem está começando no delivery, isso muda pouco. Para quem já vende bem pelo aplicativo, a comissão vira uma das maiores linhas de custo do mês, e é por isso que vale olhar para ela com calma.
Na prática, quanto sobra de um pedido de R$ 100?
Pegando um pedido de R$ 100 pago pelo aplicativo:
- Plano Básico: R$ 12 de comissão e R$ 3,20 de taxa de pagamento. Saem R$ 15,20, e chegam R$ 84,80, antes de você pagar o seu entregador, a embalagem, os ingredientes e os impostos.
- Plano Entrega: R$ 23 de comissão e R$ 3,20 de taxa de pagamento. Saem R$ 26,20, e chegam R$ 73,80, com a entrega já feita pelo iFood.
Qual plano compensa depende do custo da sua entrega, do seu raio e do seu volume, e essa conta é da sua gestão. O marketing entra numa pergunta anterior: desses pedidos, quantos são de gente que já comprou de você e poderia ter pedido direto?
Faça a conta
Quanto a taxa do iFood leva do seu mês?
Escolha o plano e arraste com os números do seu delivery. A conta usa a tabela pública acima, é feita no seu navegador e nada é enviado para ninguém.
Com esse faturamento no mês, a mensalidade de R$ 110 também entra na conta.
Conta feita só com os números que você escolheu e com a tabela pública do iFood de 15 de setembro de 2026. Não é promessa de resultado.
Quero o Raio-X do meu deliveryVale a pena sair do iFood?
Para quem vive de delivery, desligar o aplicativo costuma significar sumir da frente de quem ainda não conhece a casa. O aplicativo é bom para ser descoberto: a pessoa abre, procura hambúrguer, marmita ou açaí e compara dezenas de opções no raio dela. Esse primeiro pedido tem um custo, e muita casa aceita pagar por ele do mesmo jeito que pagaria por um anúncio.
O problema começa no segundo pedido. O cliente gostou, voltou ao aplicativo e pediu de novo, e a comissão foi cobrada como se ele fosse novo. Na calculadora acima, é o número em destaque. Esse pedaço é o que um canal próprio consegue trazer de volta, aos poucos, sem brigar com o aplicativo e sem tirar a sua loja de lá.
Um exemplo com número da nossa casa: na Chiquinho Sorvetes, o marketing integrado, do balcão ao digital, fez as vendas diretas crescerem mais de 500% e construiu uma comunidade de mais de 30 mil seguidores. Venda direta cresce quando o cliente tem motivo e caminho para comprar com você, e é disso que o resto deste artigo trata.
Como montar um canal próprio de pedido, passo a passo
- Tenha onde receber o pedido. Um cardápio próprio com link, que abre no celular e manda o pedido pronto, ou o catálogo do WhatsApp Business bem organizado. Não precisa começar com aplicativo próprio.
- Arrume o WhatsApp Business. Horário de atendimento, mensagem de saudação com o link do cardápio, catálogo com foto e etiquetas para separar pedido novo, em preparo e entregue. Resposta rápida é o que segura quem chamou.
- Coloque o link em todo lugar que é seu. Bio do Instagram, destaques dos stories, ficha do Google com o link de pedido, fachada, cardápio de balcão e o cartão que vai nos pedidos do seu delivery próprio.
- Dê motivo para pedir direto. Um combo que só existe no seu canal, o prato do dia avisado primeiro para quem está na sua lista, o horário ou o bairro que o aplicativo não atende. Preço e condição comercial são decisões suas. O marketing cuida de fazer o motivo ser visto.
- Guarde o contato com autorização. Quem pede pelo seu canal pode escolher receber novidades. Lista feita com consentimento, como pede a LGPD, é lista que você usa sem medo.
- Chame de volta no ritmo de cada cliente. Quem pede toda sexta recebe a mensagem na quinta. A mensagem sai do número da empresa, enviada pela sua equipe, para quem aceitou receber. Disparo em massa para quem não pediu irrita o cliente e pode levar ao bloqueio do número.
- Anuncie no raio de entrega levando para o seu canal. Anúncio no Instagram e no Google para quem está onde você entrega, no horário em que a fome aparece, com o botão abrindo o seu cardápio ou o seu WhatsApp.
- Meça por canal, toda semana. Quantos pedidos vieram do aplicativo, quantos do canal próprio e quanto saiu de comissão. Sem esse número, a sensação decide por você.
O que o iFood não permite na divulgação do seu canal
Dá para fazer o canal próprio crescer sem colocar a loja do aplicativo em risco, desde que você respeite o contrato. Nos termos e condições gerais do iFood para parceiros, a cláusula 3.3 diz que o restaurante não pode passar ao cliente, por meio do pedido ou dos canais de comunicação que o iFood oferece, o seu telefone nem o endereço de outros canais de entrega. A cláusula seguinte proíbe usar os dados do cliente obtidos no pedido para divulgar esses canais. E o guia do iFood sobre o que não publicar reforça: nada de telefone ou WhatsApp na loja da plataforma.
Na prática, o pedido que chegou pelo aplicativo não leva cartão com o seu WhatsApp nem link do seu cardápio, e o contato do cliente que veio pelo iFood não entra na sua lista. O convite para o canal próprio mora nos canais que são seus: Instagram, ficha do Google, fachada, balcão, salão e os pedidos que já chegaram pelo seu canal. Na dúvida sobre um material específico, leia a versão do contrato que você assinou, porque é ela que vale.
Erros que atrasam o pedido direto
- Anunciar antes de arrumar a vitrine. Foto escura, cardápio confuso e WhatsApp que demora a responder fazem o anúncio pagar para mais gente ver o que não convence.
- Tratar o canal próprio como plano B. Link escondido, cardápio desatualizado e ninguém olhando o WhatsApp no horário de pico. O cliente testa uma vez e volta para o aplicativo.
- Medir só o faturamento total. Sem separar por canal, você não sabe se o canal próprio cresceu ou se o aplicativo só teve uma semana boa.
- Esquecer a regra do contrato. Convite para o canal próprio dentro de pedido do aplicativo pode custar a loja inteira na plataforma.
Quando vale ter ajuda
Na LL Comunica, cuidamos do marketing de delivery e cozinha oculta com esse desenho: vitrine arrumada no aplicativo, canal próprio de pedido, motivo para pedir direto e mensagem para quem já comprou, com o envio saindo do número do seu negócio. Nada muda na sua loja do aplicativo sem a sua aprovação por escrito, e preço continua sendo decisão sua. Se o seu delivery também tem salão, veja como encher o restaurante durante a semana.
Em outro segmento, o Festival Modão Mangalarga Marchador somou mais de R$ 1 milhão em conversões diretas, com mais de 90% das vendas vindas de anúncios direcionados e a campanha “vendas sem taxa” no fim de semana. O princípio é o mesmo do delivery: a vantagem de comprar direto precisa estar clara e ser vista por quem já quer comprar.
Peça o Raio-X gratuito do seu delivery: olhamos a loja no aplicativo, o Instagram, o Google e o caminho até o pedido, e devolvemos uma nota por área e as três ações que mais mudam o próximo mês.
Perguntas frequentes
Qual é a taxa do iFood para restaurante?
Na página oficial de planos do iFood, consultada em 15 de setembro de 2026, a comissão é de 12% sobre os pedidos de delivery no Plano Básico, em que o restaurante entrega, e de 23% no Plano Entrega, em que o iFood entrega. Nos dois, pedido pago pelo aplicativo tem taxa de 3,2%, e há mensalidade de R$ 110 ou R$ 150 quando o faturamento passa de R$ 1.800 no mês.
Qual a diferença entre o Plano Básico e o Plano Entrega do iFood?
No Plano Básico, o restaurante usa o próprio entregador e paga 12% de comissão. No Plano Entrega, a entrega fica com o iFood e a comissão é de 23%. A taxa de 3,2% para pedidos pagos pelo aplicativo vale nos dois planos, segundo a página de planos do iFood.
Como vender delivery sem depender do iFood?
Mantendo o aplicativo para ser descoberto e montando um canal próprio para o segundo pedido: cardápio com link, WhatsApp Business organizado, link na bio e na ficha do Google, motivo para pedir direto, lista de clientes com autorização e mensagem no ritmo de cada cliente. Medir os pedidos por canal toda semana mostra se o canal próprio está crescendo.
Posso divulgar meu WhatsApp para cliente do iFood?
Não pelo pedido nem pelos canais do iFood. Os termos do iFood para parceiros proíbem passar ao cliente, por meio do pedido ou dos canais de comunicação da plataforma, o telefone do restaurante ou o endereço de outros canais de entrega, e proíbem usar os dados do cliente do pedido para divulgá-los. O seu WhatsApp pode ser divulgado nos canais que são seus, como Instagram, ficha do Google, fachada, balcão e pedidos do seu delivery próprio.
Preciso de aplicativo próprio para ter delivery próprio?
Não para começar. Um cardápio com link que abre no celular e o WhatsApp Business bem organizado já recebem pedido. Aplicativo próprio faz sentido quando o volume de pedidos diretos justifica o custo e a manutenção.
Fontes consultadas
- iFood para Parceiros, planos para restaurantes
- iFood, termos e condições gerais de contratação para parceiros (cláusula 3.3)
- iFood, blog para parceiros: o que não publicar no iFood
Consultadas em 15 de setembro de 2026.